Por que alguns pais não vacinam seus filhos?

Este comentário resume a opinião do Dr. Renato de Ávila Kfouri no artigo “Consequências da não vacinação”,
publicado no boletim “Pediatra Atualize-se” da Sociedade de Pediatria de São Paulo – Ano 5 | no2 – Mar/Abr 2020

A não vacinação é uma das 10 ameaças à saúde global e, portanto, tem prioridade para ser enfrentada mundialmente1.

As razões pelas quais as pessoas escolhem não se vacinar são complexas e multifatoriais, e precisam ser mais bem compreendidas e analisadas nos diferentes países, lugares e contextos socioculturais.

Por que os pais hesitam em vacinar seus filhos? Por que esses pais têm alguma desconfiança a respeito dos benefícios ou da segurança das vacinas?

As conhecidas fake news criaram uma verdadeira epidemia de desinformação e disseminaram ampla e rapidamente pela Internet notícias falsas e desprovidas de base científica.

Um grupo consultivo de vacinas para a OMS identificou que a negligência, a dificuldade no acesso às vacinas e a falta de confiança podem ser consideradas como principais motivos dessa resistência.

A região das Américas tem sido, mundialmente, pioneira no controle e erradicação de doenças. Foi em nosso continente que a varíola desapareceu primeiro, a poliomielite foi erradicada e doenças como o sarampo, rubéola, tétano materno neonatal e síndrome da rubéola congênita foram eliminadas. Doenças controladas como a difteria, coqueluche, aquelas causadas pelo Haemophilus influenza tipo b, diarreias por rotavírus, entre outras, são exemplos de conquistas atribuídas à vacinação2.

A obtenção contínua de elevadas coberturas vacinais é fundamental para que retrocessos não ocorram e se mantenha a população livre dessas doenças.

Ao vacinar a si e aos seus filhos, você fará, mais do que uma ação de proteção individual, uma ação coletiva e de cidadania3.

Você também fornecerá uma proteção indireta, conhecida também como “efeito rebanho”, onde se consegue, através das elevadas coberturas vacinais, evitar doenças mesmo entre aqueles não vacinados, que se beneficiam da não circulação de um determinado agente infeccioso naquela população.

Consulte o pediatra de seu filho e confira em nosso site as vacinas necessárias para crianças e adultos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). http://www.vacineclinica.com.br/wp-content/uploads/2019/08/calend-sbim-0-100.pdf

Referências:

  1. World Health Organization (homepage on the Internet]. Ten threats to global health in 2019 (cited 2020 Jan 191. Available from: https://www.who.int/news-room/feature-stories/ten-threats-to-global­-health-in-2019.
  2. Organizacao Panamericana na Saade (OPAS) [homepage on the Internet). Immunization program [cited 2020 Jan 191. Available from: https://www.paho.org/hg/index.php?optionr.com_content&view–ar­ticle&id=289:immunization-program&Iternid=384&lang-pt.
  3. John TJ. Samuel R Herd immunity and herd effect: new insights and definitions. Eur I Epide­ 2000;16:601-6.

Dra. Helaine Aparecida Toledo
CRM: 63.387 | RQE: Pediatra

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